Nelson Jungbluth (1921 – 2008) viveu 86 anos em transbordante criatividade. Começou sua carreira como cartunista, e, por mais de 35 anos, trabalhou para a Varig como publicitário e ilustrador. 

Homem de paradoxos – cosmopolita na vida, interiorano na arte; tradicional no tema, inovador na forma –, Nelson ousou em traços alongados e brincou com cores vibrantes. Com sua pincelada generosa, representou personagens alegres e vívidos, escapando do naturalismo óbvio ao pintar figuras nascidas de sua farta imaginação. 

Suas mãos deram vida a cavalos tão elegantes que talvez não encontremos igual na história da arte brasileira. Ao longo das três décadas dedicadas à pintura (Jungbluth inicia a pintar quando já tinha mais de 50 anos), seus cavalos sofreram transformações formais: as patas ficaram mais finas e o corpo tornou-se mais robusto. Mas uma característica jamais mudou: eles sempre foram representados livres. Não há freios ou baias. Não há amarras, ou coxilhas. 

Livres, como o próprio artista, que, assim como a rosa dos ventos que utilizou para criar a marca da Varig, também voou, cruzou fronteiras e foi até onde sua imaginação lhe permitiu.

Hoje suas pinturas estão espalhadas em diversos países como Estados Unidos, África do Sul, Mônaco, Portugal, além de colecionadores particulares.
Nelson faleceu em Abril de 2008 e seu Acervo é carinhosamente cuidado por sua única filha Sue Jungbluth.

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